Uma mulher foi expulsa da frente do Palácio da Alvorada depois que cobrou do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) um posicionamento sobre as mortes causadas pela pandemia do novo coronavírus. A mulher é Cristiane Bernart, identificada como uma militante do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo oposicionista ao Governo. Bernart conversou com o Broadcast Político/Estadão e argumentou que foi um ato proposital e que iniciativas como a que foi vista na manhã de quarta-feira (10) serão vistas em breve para pressionar por um impeachment de Jair Bolsonaro. Kim Kataguiri, deputado federal (DEM-SP) e um dos líderes do MBL, confirmou que o ocorrido hoje foi um ato político.

Panelaço

Cristiane Bernart disse que a intenção do MBL é continuar questionando Bolsonaro e realizar outras ações, como o panelaço que está programado para esta quarta-feira, às 19h. A militante afirmou que sua intenção foi incentivar um ato para que as pessoas não se sintam intimidadas em cobrar o presidente simplesmente pelo fato dele ser o presidente. Ele é um funcionário do povo e é obrigado e se explicar, justificou ela.

Bernart é formada em Letras e trabalha como assessora no gabinete do vereador pela cidade de São Paulo Fernando Holiday (Patriota). Holiday também faz parte do MBL. A assessora afirmou que pediu licença não remunerada para poder ir a Brasília e pagou pelos custos da ida até a capital.

Para provar o que disse, Cristiane usou o Twitter para compartilhar a foto do documento com o pedido de desconto do pagamento do dia de quarta-feira (10), com a justificativa de que sua ausência era para fazer uma manifestação pública com caráter político.

De acordo com Cristiane, todas as pessoas deveriam ter o direito de questionar o líder do Executivo.

Ela continua dizendo que seu desejo é que as pessoas vejam nela, em sua ação, um exemplo de coragem para que também possam se manifestar.

A atriz formada em Letras explicou que presta assessoria para o vereador Fernando Holiday há três meses por conta de sua formação. Sua função é fazer a correção de artigos, postagens, e que o apoia na questão dos textos.

Quem dá mais

Sobre as acusações de que teria sido “comprada” pelo MBL, a assessora afirmou que seu ato foi “um trabalho completamente paralelo", e que se tivesse que se vender, teria se vendido para a ala bolsonarista, que, segundo ela, também já lhe ofereceu emprego.

MBL

Kataguiri confirmou que a manifestação foi combinada com o MBL. A ideia foi cobrar o mandatário, especificamente no momento em que o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, faz uma fala confusa para explicar como o governo pretende controlar a pandemia. A estranha declaração de Pazuello foi dada em reunião ministerial na terça-feira (9).

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