Após ser indiciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, como mentora do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, a deputada-federal Flordelis (PSD-RJ) concedeu sua primeira entrevista para a imprensa. Durante a entrevista exibida pelo programa "Conexão Repórter" do SBT, que foi ao ar na noite de segunda-feira (31), Flordelis fez questão de acompanhar o jornalista Roberto Cabrini até o interior de sua residência onde o crime foi cometido para conceder sua versão sobre o assassinato de Anderson ocorrido na madrugada do dia 16 de junho de 2019.

Flordelis relata sua versão sobre o assassinato de Anderson

Em entrevista, a deputada conta que ela e Anderson chegaram na residência por volta das 3h. A parlamentar também conta que momentos antes estava passeando com o marido no calçadão de Copacabana e que na volta para casa ambos tiveram relações íntimas no capô do carro, em uma via deserta.

Ainda de acordo com as informações, o carro dirigido por Anderson era um Honda Accord, ao invés do carro blindado que teria sido entregue a um dos filhos. A investigação da Polícia concluiu que o veículo blindado teria sido repassado ao filho a pedido da própria parlamentar. Em entrevista, Flordelis classificou como mentirosas as alegações da polícia e, segundo ela, foi o próprio Anderson que teria ligado para o seu filho para que ele trazer o esportivo e levar o blindado.

Flordelis afirma ter visto uma moto seguindo o carro do casal

Após passar por Niterói na avenida Canal, a pastora relatou ter suspeitado de que um motociclista estava seguindo o carro de Anderson, entretanto a moto não foi mais vista no Largo da Batalha. A Polícia descartou essa hipótese após analisar as imagens das câmeras de segurança da região e constatar que nenhuma moto foi vista depois que carro do pastor passou pelo local.

Apesar de não apresentar nenhuma prova que confirme sua versão, Flordelis insiste em afirmar que uma moto com dois tripulantes estava seguindo o carro do casal. No interior da residência, a parlamentar fez uma espécie de reconstituição do crime para explicar os detalhes que antecederam o assassinato de Anderson.

Após chegarem em casa, Flordelis mostrou para o repórter o local exato onde o veículo estacionou e conta que desceu do carro pediu para que Anderson fechasse o portão e seguiu para o interior da residência. No interior da casa, a pastora disse que estava acompanhada pela neta no terceiro piso quando de forma repentina ambas ouviram os disparos de uma arma de fogo.

Após os disparos, ambas desceram para ver o que se tratava e foi aí que ela viu o seu marido caído no chão e sendo socorrido pelo neto Ramon, que afirmou que Anderson já estava sem vida. A pastora contou também que após o ocorrido, o desespero entre os membros da família era tão grande que ninguém sabia o que fazer. Ela relatou ter ouvido seis disparos, então o repórter indagou-a perguntando: ''só seis?".

O laudo da polícia aponta que Anderson foi morto por mais de 30 tiros.

Flordelis nega ter adotado Anderson

Durante as investigações, a polícia descobriu que na década de 90 o pastor Anderson chegou à casa de Flordelis como filho adotivo, e que na época ele namorava uma das filhas de pastora antes do casamento com a deputada. Por outro lado, Flordelis negou a história, dizendo que sempre amou o marido e que ele nunca havia lhe dado problema. Após ser questionada sobre a troca de mensagens que teve com seus filhos falando do pastor de forma pejorativa, Flordelis afirma que não foi ela quem as escreveu. No fim da entrevista, a deputada afirmou inúmeras vezes que não está envolvida na morte do marido e afirmou estar sendo vítima de uma grande injustiça e concluiu que a sua inocência será provada nos autos.

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