O colunista da revista Época, Guilherme Amado, voltou a falar sobre o caso em que a Agência Brasileira de Inteligência Nacional (Abin) supostamente fez um relatório para auxiliar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso da rachadinha. O caso está sendo investigado pela Justiça, a qual acusa Flávio Bolsonaro de ter criado supostamente um esquema de devolução de parte do salário que era recebido pelos funcionários na Alerj.

O texto tem como base principal encerrar o caso na Justiça que envolve o senador e seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

A defesa fez exatamente como o suposto documento da Abin recomendava e alegou que a Justiça acessou os dados financeiros de Flávio Bolsonaro de forma indevida.

Outra orientação feita pela Abin que foi seguida pelos advogados do senador foi apresentar uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República. A terceira recomendação feita pela Abin era trocar os servidores públicos. Um deles chegou a ser exonerado do cargo, mas ainda faltava mais alguns, de acordo com o relatório publicado pela revista Época.

Das recomendações feitas pela Abin, os advogados de Flávio só não seguiram duas. Uma delas seria usar a Controladoria-Geral da União para adquirir documentos e a outra propunha a judicialização do caso via Advocacia-Geral da União (AGU).

Parlamentares pediram explicações ao ministro Heleno

Após a divulgação feita pela revista Época sobre o suposto relatório da Abin para ajudar o senador Flávio Bolsonaro, políticos e partidos entraram com uma ação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo uma investigação imediata para apurar se a denúncia era realmente verídica.

Os parlamentares também desejavam saber se o ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, e Alexandre Ramagem, chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), fizeram parte na produção do relatório. Os partidos reiteravam que os envolvidos deveriam ser afastados dos cargos até que tudo seja esclarecido.

Marcelo Freixo (PT) disse que a denúncia é muito grave em imaginar que a Abin como um setor público trabalhou para atender interesses pessoais. Ele ressaltou que isso vai além de um desvio de função e acusou o órgão de estar obstruindo as investigações da Justiça para ajudar um réu a se sobressair das acusações.

Freixo disse também que Flávio Boslonaro não é melhor que outras pessoas para receber tal privilégio e escapar das investigações. Arnaldo Jardim, líder do Cidadania, pediu para o ministro Heleno se explicar sobre a produção do suposto relatório para ajudar Flávio Bolsonaro.

Arnaldo também classificou os relatórios como uma revelação gravíssima e que o general devia se apresentar para esclarecer se realmente existem estes relatórios citados pela revista Época.

Ele continua dizendo que o Congresso precisava parar os planos que estavam sendo articulados para encerrar o processo envolvendo o senador e classificou o envolvimento da Abin como uma inversão de valores, já que estava sendo usada para livrar Flávio Bolsonaro do processo.

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