Segundo o colunista Ricardo Kotsho, do UOL, um impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é cada vez mais eminente. Segundo as informações do colunista, essa possibilidade não existia até o final de 2020, mas nas primeiras semanas de janeiro de 2021 um número muito forte de pedidos começaram a surgir.

Isso porque muitos destes pedidos começaram a se dar após uma série de mortes que aconteceram no estado do Amazonas, principalmente na capital do estado, Manaus. Uma crise sanitária surgiu por falta de oxigênio e muitos pacientes que estavam hospitalizados por conta da Covid-19 começaram a morrer por fala do insumos.

Manifestações e pedidos de impeachment

Para muitas autoridades, estas mortes aconteceram por falta de responsabilidade do Governo federal, que não agiu para impedir que as mortes acontecessem, e essa é a base para os pedidos de impeachment contra o presidente.

Por outro lado, a nação brasileira também enxergou a situação desta mesma forma, e começaram a protestar batendo panela, o chamado “panelaço”, que tem como objetivo transmitir a mensagem de que a gestão do governo não está mais agradando à população.

Além da crise em Manaus, a classe parlamentar, jurídica e cidadã vê uma falta de qualificação e agilidade por parte do governo em realizar a imunização dos brasileiros.

Bolsonaro chegou a dizer, durante uma entrevista de última hora no programa do Datena, que não agiu para impedir a crise em Manaus porque o Supremo Tribunal Federal (STF) havia proibido o governo federal de atuar.

O presidente ressaltou que se dependesse do Supremo, era para ele estar em uma praia tomando cerveja, mas ele decidiu ajudar. Assim, disponibilizou recursos como aeronaves para levar insumos e ajudar na transferência de pacientes para outros hospitais do país.

Bolsonaro usa discurso cristão para rebater impeachement

Para o colunista do UOL, a fala de Bolsonaro enquanto conversava om seus simpatizantes na entrada do Palácio da Alvorada foi um forte sinal de que um possível impeachment aconteça contra o mandatário.

Na última quinta-feira (21), enquanto chegava no Alvorada, Bolsonaro disse que se for a vontade de Deus que ele irá concluir seu mandato e nas próximas eleições, em 2022, os eleitores irão fazer uma nova escolha para ocupar a cargo.

Outra análise observada pelo colunista foi a de que Bolsonaro, antes dos últimos episódios terem ocorrido, só falava em reeleição, mas agora está mudando o tom e já fala até que existem boas pessoas para ocupar a cadeira presidencial.

No entanto, ele reforçou que estas pessoas precisam se candidatar.

Outro sinal que representa uma forte pressão para o impeachment contra Bolsonaro acontecer é que, apesar dos chamados bolsonaristas apresentarem uma grande força nas mídias, principalmente nas redes sociais, os grandes meios de comunicação, como o jornal O Estado de São Paulo, tem mudado o tom ao falar sobre o presidente.

A redação do Estadão escreveu em seu artigo que Bolsonaro não tinha mais condições politicas para continuar a governar, que sua continuidade no poder coloca a vida dos brasileiros em risco e que ele só permanece na presidência por falta de opção, pois o seu vice-presidente general Mourão representa uma ameaça maior ainda.

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