O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), viu como algo bom o fim da Lava Jato no Paraná que foi anunciado dias atrás. A Operação Lava Jato foi comandada pelo ex-juiz Sergio Moro que deixou o cargo para ser ministro durante o Governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas atualmente não exerce mais função.

O ministro voltou a criticar Moro, o qual ele considera o chefe das investigações que tinham como alvos políticos considerados corruptos. Na ocasião Gilmar Mendes disse que a Operação tem seus méritos no combate ao desvio de dinheiros dos cofres públicos, no entanto ele disse que a operação estava tomando outros rumos institucionais.

Durante uma entrevista prestada a Agência de jornalismo CNN, o ministro comentou também sobre as conversas entre Moro e os procuradores que faziam parte da operação, dentre eles Deltan Dallagnol e que foram obtidas durante uma operação de codinome Spoofing, deflagrada pela Polícia Federal após um ataque de rackers.

Lava Jato tomou outro rumo

Após uma ação movida pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo, o ministro Ricardo Lewandowski decidiu tornar públicas todas as conversas que juntas somam 50 páginas.

Para Gilmar Mendes, a junção da Lava Jato com a Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) é a solução para por fim com essa ruptura.

O ministro disse também que as evidências comprovam que a Operação estava seguindo outros caminhos e que a Lava Jato não trabalhava mais com a Procuradoria-Geral da República, pois segundo Mendes, não havia mais um corregedor que estivesse acompanhando os desdobramentos das investigações e como eram realizados os procedimentos judiciais.

Moro era chamado de russo

Sobre Moro, Gilmar disse que espera julgar a suspeição do ex-juiz no primeiro semestre de 2021, no STF. Em outro trecho da entrevista, Gilmar Mendes diz que com base nas mensagens que foram divulgadas, que Moro é o chefe da Lava Jato, o qual era tratado pelos colegas com codinome de “russo” nas trocas de mensagens, mas alegam que o uso do codinome é porque trabalham com o código penal da Rússia.

Gilmar Mendes afirmou que se eles realmente usam código penal da Rússia demonstra que eles tiveram um deslocamento institucional e por isso devem fazer um regresso ao Brasil no sentido de voltar a usar o código penal brasileiro e sugeriu que a operação voltasse a trabalhar junto a Gaeco.

Outra afirmação feita pelo ministro foi que os agentes que trabalham na Lava Jato são transgressores da Lei e considerou como algo grave e lamentável por se tratar de pessoas que têm o dever de exercer a Lei.

Mendes diz que Moro não preservou legado deixado por Lula

Gilmar Mendes comentou sobre uma publicação feita por um dos jornalistas que trabalham na CNN que tem como objetivo dizer que a Lava Jato não se acabou e sim foi assassinada. Gilmar disse que na sua visão a operação não foi assassinada como diz o jornalista e sim suicidada.

O ministro disse também que Moro se dedicou muito em prender políticos e realizar algumas mudanças no Congresso, mas esqueceu de manter um bom legado deixado pelo governo anterior que foi o criador do Ministério da Segurança Pública o que fez com que a União se sentisse no dever de realizar investigações contra corruptos.

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