O boato é que vai haver desabastecimento nas gôndolas e prateleiras dos supermercados e distribuidores, pois é fato que qualquer um de nós, mortais, garantamos uma das necessidades mais básicas da humanidade: a alimentação.

Porém, isso não se observa nos grandes centros urbanos; ou seja, há prato cheio de comida nas mesas e nos lares dos brasileiros. E é nisso que a agricultura, um dos ramos impulsionadores da economia do Brasil, entra no nosso cotidiano.

A boa notícia foi fornecida recentemente pelo Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), quando mencionou a previsão da colheita de grãos dentro do biênio 2019/2020.

Segundo o órgão, o Brasil conquistará a “bagatela” de 251,8 milhões de toneladas, elevando em 4% o comparativo com o período de 2018/2019. Sim, esta é safra que, como se diz na linguagem popular vai “arrebentar a boca do balão”.

Desempenho excepcional

Ainda que o Conab tenha reduzido esse provável recorde, já que parte da safra está sendo colhida e outra parte está na fase de semeadura e florescimento, o resultado é bem robusto.

A instituição estatal rebaixou em 110 mil toneladas a previsão da colheita de grãos, o que não estraga e nem desmerece a produção e o desempenho agrícolas.

Todo esse número tem a mão de quem trabalha no campo como os técnicos, agrônomos e, principalmente àqueles que lidam com a terra no dia a dia.

São muitas pessoas que dão conta da área total plantada no país, correspondente a 65,109 milhões de hectares.

Em nota oficial, o Conab relatou que os agricultores continuam em suas atividades e seguem as orientações/recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Ministério da Saúde. Atualmente, muitos trabalhadores do campo estão cuidando das etapas de adubação e de aplicação de defensivos agrícolas.

Grande participante na agricultura brasileira, a soja terá uma produção de 122,06 milhões de toneladas neste ano; um acréscimo de 6,1% em relação ao biênio 2018/2019.

Mesmo com a estiagem castigando as lavouras do Rio Grande do Sul, a produtividade está assegurada. Se não fosse por esse problema natural, o recorde seria maior.

Vindo atrás

O milho é outro produto que vem bem neste ano com uma colheita de 101,9 milhões de toneladas. Outro que segue a tendência da soja e do milho é o algodão, tanto na cultura da pluma quanto na cultura do caroço.

A Conab destaca os investimentos realizados na cultura do algodão nos estados da Bahia e do Mato Grosso, seus principais produtores.

Item fundamental na alimentação nacional, o arroz vem num ritmo mais vagaroso, porém positivo, com 10,5 milhões de toneladas, sendo que a preponderância dessa cifra provém da cultura das áreas alagadiças. Seu companheiro de prato, o feijão, obterá uma colheita de 3,12 milhões de toneladas. Nota-se tanto num quanto no outro, uma diminuição da área plantada, de acordo com o Conab.

O Brasil vai registrar até aumento na colheita do trigo, com 5,4 milhões de toneladas, mas ainda dependente das importações deste cereal. Além disso, as quantidades totais de grãos como aveia, sorgo, cevada, canola e centeio põem o Brasil com boa folga.

Gigante pela própria natureza

Dono de uma força descomunal na agricultura, o Brasil se transformou num grande exportador de alimentos para o mundo. O país é o líder quando se trata de suco de laranja, café e açúcar. É vice-campeão no frango, carne bovina e soja.

Com todos os dados divulgados pelo Conab, dá para concluir que os 210 milhões de habitantes do Brasil não terão nenhum problema quanto à escassez de alimentos. A outra parte tem que ser feita na distribuição e chegada ao consumidor final.

O excedente produtivo vai para ajudar na dieta alimentar dos 200 países com os quais o Brasil possui Negócios agropecuários. O retorno econômico dessa área para o país representa cerca de 20% do PIB.

Até o momento, não se constatou falta de itens alimentícios para a população daqui; assim como não há falta ou problema de abastecimento nos países mais atingidos pelo coronavírus como a China, Itália, Estados Unidos, Irã, Espanha e França. A alimentação é fundamental para a saúde, a qual é essencial para a vida.

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