Nesta quinta-feira (28), diversos órgãos da imprensa noticiaram o ato de acolhimento por parte da Justiça Federal, movido pelo Ministério Público Federal contra o ex-presidente Michel Temer. O juiz federal Rodrigo Bentemuller entendeu que há justa causa para a deflagração da ação. Com a decisão do juiz, Michel Temer agora é réu e responde na Justiça por suspeita de Corrupção passiva, no entanto a denúncia é antiga: no dia 26 de junho de 2017, em seu último ano no cargo de Procurador-Geral da República do Brasil, Rodrigo Janot, apresentou a denúncia ao Supremo contra Temer e Rocha Loures, de quem acredita-se ter recebido propina da JBS.

Publicidade
Publicidade

Desde então, Temer passou a ser investigado. Loures já é réu neste processo.

O ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures se tornou réu por ter saído com uma mala da pizzaria, como mostra um vídeo gravado pela Polícia Federal. A tônica preponderante é que a mala continha R$ 500 mil.

Segundo o MP (Ministério Público), Loures teria recebido a quantia em dinheiro de Ricardo Saud, ex-executivo da holding J&F, pertencente à família Batista, controladora da JBS.

O MP interpreta que os R$ 500 mil era dinheiro de propina, sendo Temer o destinatário.

Publicidade

O que disse e diz a defesa de Temer

Em 2017, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira (na época das denúncias, advogado de Temer) havia dito que a denúncia era "capenga e chocha".

Atualmente, quem defende o ex-presidente Michel Temer é o advogado Eduardo Canelós. Em nota, ele caracteriza a denúncia como "prática de crime". Não bastasse isso, a atual defesa também chamou a operação de sórdida, bem como "ilegal e imoral", "sem fundamento" e uma "aventura".

Em suma, a defesa de Temer deu o parecer de que não há amparo em prova lícita nem lógica na acusação de que seu cliente fosse o receptor da mala.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Polícia Corrupção

Juiz da 15ª Vara de Brasília acolhe pedido do MP

O juiz Rodrigo Bentemuller acolheu o pedido do Ministério Público Federal contra Michel Temer. O pedido já havia sido ratificado pelo procurador Carlos Henrique Martins Lima.

Em sua decisão, Bentemuller verificou que há substrato probatório mínimo para sustentar a acusação, bem como a já citada justa causa.

Na interpretação do magistrado, houve coerência sequencial na narrativa de que Loures, a mando de Temer, recebera o valor indevido ofertado por Joesley Batista.

De acordo com a denúncia, o dinheiro era propina para o grupo político de Michel.

Perda de foro privilegiado

Até o momento, tanto o ex-presidente como sua defesa negam as irregularidades e afirmam que o dinheiro não era para Temer.

Na época em que Temer exercia a função de presidente, a Câmara rejeitou a denúncia para o Supremo Tribunal Federal. Parado, o processo teve que esperar pelo fim do mandato, já que o mesmo dispunha do direito ao foro privilegiado no STF.

Ao deixar o mandato de presidente, Temer perdeu o direito do foro só então o caso foi levado para a Justiça Federal do Distrito Federal.

Publicidade

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo