Segundo uma entrevista no jornal Folha de S.Paulo, concedida pelo empresário Paulo Marinho, que foi um dos colabores da campanha do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), houve vazamento de informações pela Policia Federal do Rio de Janeiro sobre operação que investigava suposta “rachadinha” do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) Fabrício Queiroz.

Na entrevista, Marinho disse que um delegado da PF disse à família Bolsonaro que o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) teria deflagrado uma investigação e que apareciam quantias milionárias na conta-corrente de Queiroz.

Na época, Flávio Bolsonaro era deputado estadual pelo estado do Rio de Janeiro.

Houve uma movimentação, por parte de Fabricio Queiroz, DE mais ou menos de R$ 6 milhões em um período de 12 meses (um ano). Marinho ainda disse que foi o coronel Miguel Braga, chefe do gabinete de Flávio, que foi junto com o advogado Victor Alves e a ex-presidente do PSL e irmã de dois milicianos Val Melga encontrar esse delegado na frente da Superintendência da PF carioca, que fica na Zona Portuária da cidade do Rio de Janeiro, na Praça Mauá.

Segundo o empresário na entrevista, esse delegado teria saído da superintendência e foi ate a calçada e disse que seria deflagrada a operação Furna da Onça, que atingiria, principalmente, a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), e essa operação encontraria algumas pessoas que se ligariam ao então deputado Flávio Bolsonaro.

Uma dessas pessoas seria o seu assessor Fabrício Queiroz e a sua filha, que trabalhava no gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro.

Eles iriam segurar essa operação para não detonar as eleições do segundo turno (época em que a informação privilegiada fora concedia), já que poderia atrapalhar o resultado do pleito.

Segundo Marinho, o delegado se identificou como um simpatizante de Bolsonaro e aconselhou que, como providência, Querioz e sua filha fossem exonerados dos seus cargos. Assim foi feito no dia 15 de outubro de 2018, quando Fabricio José Carlos de Queiroz foi exonerado do gabinete de Flávio, e sua filha, Nathalia, foi igualmente desligada no mesmo dia.

Flávio Bolsonaro se defende

Logo depois de ter recebido a notícia que o ex-aliado Paulo Marinho o citou em uma entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Flavio Bolsonaro se defendeu em nota nesse domingo dia (18).

Flavio disse que o desespero do empresário causava muita pena a ele. Pois, segundo o senador, preferiu virar as costas para quem o apoiou e trocou a sua família (Bolsonaro) para apoiar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e que parece ter sido tomado por uma ambição.

Ainda, Flavio diz que é muito fácil entender o tipo de ataque que ele, Paulo Marinho, está fazendo para prejudicá-lo, já que poderia substituir Flavio no Senado Federal.

Segundo as palavras de Flávio, "Marinho sabe que nunca teria a menor chance nas urnas e tenta 'puxar seu tapete'".

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