Na manhã desta terça-feira (5), o ex-ministro da Justiça Sergio Moro publicou em seu perfil do Instagram o print de uma notícia publicada pelo serviço de apuração de informações falsas do G1. A notícia fala de uma suposta carta escrita pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ayres Britto, acusando Moro de ser um "agente infiltrado" no governo federal. A carta também daria conta sobre uma suposta conspiração da qual o ex-ministro faria parte.

Sergio Moro também deu a sua versão dos fatos na legenda da publicação. Ele afirmou que seguem surgindo uma série de notícias falsas contra a sua pessoa.

O ex-ministro afirmou que o objetivo destas fake news seria criar críticas a sua imagem e exaltar a figura do presidente da República, Jair Bolsonaro. "Será que abandonamos toda e qualquer dignidade?", questionou o ministro ao concluir sua publicação.

Ministério

Sergio Moro chegou ao governo de Jair Bolsonaro como um dos primeiros escolhidos para ocupar os ministérios do novo governo que estava se formando. A presença do ex-juiz federal, responsável pelos principais julgamentos da Operação Lava Jato em Curitiba, reforçava o discurso do presidente recém-eleito de que seria cercado por técnicos em suas pastas. Ele foi incumbido da responsabilidade de coordenar o Ministério da Justiça, que ganhou força ao absorver outros ministérios e secretárias, como o Ministério da Segurança Pública.

Durante a sua atuação, o ministério se tornou muito ativo, com a Polícia Federal ganhando muita força para realizar novas operações e combater o crime organizado. Com um discurso pelo fim da corrupção e do crime organizado, Moro buscou fortalecer principalmente a PF no tempo que esteve no comando da pasta.

Racha com Bolsonaro

Os problemas com o presidente da República começaram a surgir quando o Coaf, órgão que controla as informações ligadas a todas as atividades financeiras do Brasil, foi retirado do Ministério da Justiça e retornou para a pasta da Economia. A ação desagradou Moro, que via a presença do Coaf no seu ministério como algo importante para investigações em casos de corrupção.

Mas os maiores problemas entre o presidente e o ex-ministro surgiram quando Bolsonaro decidiu mudar os nomes do comando da Polícia Federal. O desentendimento sobre a exoneração do nome de Alexandre Valeixo do cargo de diretor-geral da Polícia Federal culminou no pedido de demissão de Sergio Moro.

Acusações

Ao deixar o ministério da Justiça, Sergio Moro fez um discurso forte em que falou sobre todos os motivos que o levaram a se desentender com o presidente Jair Bolsonaro. Dentre os motivos citados estão acusações de que Bolsonaro tentou por diversas vezes interferir nas ações da Polícia Federal e que desejava receber relatórios sobre as operações em curso. As acusações do Moro abalaram o governo federal, geraram respostas do presidente e uma onda de ataques dos seus apoiadores contra o ex-ministro.

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