Guerra na Ucrânia

Todas as notícias para mantê-lo atualizado sobre a guerra entre a Rússia e a Ucrânia: reportagens detalhadas, entrevistas exclusivas e análises com especialistas

1.Por que a Rússia invadiu a Ucrânia?

Em pronunciamento transmitido em cadeia nacional na madrugada do dia 24 de fevereiro, minutos antes do início da incursão de tropas e dos ataques a alvos em território ucraniano, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que as forças do país iriam realizar uma “operação militar especial” para “desmilitarizar” a Ucrânia.

O regime de Vladimir Putin, que vinha negando nas semanas anteriores a intenção de invadir a Ucrânia e acusando os EUA de “histeria” por afirmarem isso, é contrário a uma eventual adesão de Kiev à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Para Putin, a expansão da Otan no Leste Europeu desde o final da União Soviética é uma ameaça crescente à segurança da Rússia, motivo pelo qual ele vinha buscando nos últimos tempos uma declaração formal de que a Ucrânia nunca iria se filiar à aliança.

2.Quem é Vladimir Putin?

Vladimir Vladimirovitch Putin nasceu de uma família operária da periferia de Leningrado –atual São Petersburgo–, em 7 de outubro de 1952. Após se formar em direito na Universidade Estatal de São Petersburgo, Putin entrou em 1975 para o treinamento da KGB, o serviço secreto da União Soviética, onde serviu por quinze anos como agente de inteligência, até se aposentar em 1990.

Em 1994, entrou para a vida pública como vice-prefeito de São Petersburgo. Em 16 de agosto de 1999, foi escolhido primeiro-ministro do então presidente russo Boris Yeltsin. Putin viu sua popularidade no país disparar ao lançar uma bem-sucedida operação militar contra rebeldes secessionistas na Chechênia. Em 2000, após a renúncia de Yeltsin, Putin foi eleito presidente da Rússia no primeiro turno.

Após mais de 20 anos no poder, Putin sancionou em 2021 uma lei que permite que ele concorra a mais dois mandatos depois do fim de sua atual gestão, em 2024. Com isso, ele poderá ficar no poder até 2036.

3.A Ucrânia é um Estado?

Tanto a Rússia quanto a Ucrânia têm raízes comuns no Estado eslavo oriental de Kievan Rus, formado no final do século 9. Essa é uma das razões pela qual o presidente russo, Vladimir Putin, fala de russos e ucranianos como “um só povo”.

Com o declínio de Kievan Rus entre o final do século 11 e o século 12, russos e ucranianos avançaram separadamente durante séculos, proporcionando o surgimento de duas línguas e culturas próximas, mas distintas.

No século 17, grandes áreas da atual Ucrânia se tornaram parte do Império Russo. Já no século 20, após um breve período de independência entre a Revolução Russa de 1917 e o final da Primeira Guerra Mundial, a Ucrânia se tornou parte da União Soviética, com o governo de Moscou dando início na década de 1920 a um programa de “russificação”, para desencorajar a identidade nacional ucraniana.

Em 1991, o colapso da União Soviética levou à criação de 15 repúblicas independentes, uma delas a Ucrânia. A criação do novo estado foi votada em referendo em 1° de dezembro de 1991, sendo aprovada por 90% da população.

4.Existe o risco da Terceira Guerra Mundial?

Segundo especialistas, a deflagração de uma guerra mundial nos dias de hoje, envolvendo as grandes potências militares, como Rússia e EUA, implicaria essencialmente em um conflito nuclear. Na prática, portanto, o conhecimento do potencial destrutivo deste tipo de armamento atuaria com um freio à decisão por um conflito.

Com o início da incursão russa na Ucrânia, a movimentação das grandes potenciais ocidentais foi no sentido de escalar as sanções econômicas à Rússia e de prover equipamentos militares para que as forças ucranianas consigam resistir à invasão.

Além disso, as reações do mundo ocidental foram unânimes. Do papa Francisco, que expressou preocupação com o conflito, a todos os principais líderes da União Europeia e do Ocidente. A China, por sua vez, acompanha a guerra na Ucrânia à distância, avaliando as possibilidades pode abrir no futuro em Taiwan, uma ilha independente que Pequim gostaria de reanexar.

5.Que sanções os EUA e a Europa impõem à Rússia?

As sanções anunciadas até o momento pelos EUA têm como foco prejudicar a capacidade da Rússia de financiar seus esforços militares. São alvos de sanções americanas bancos russos e políticos e empresários descritos como parte do círculo íntimo de Putin. Restrições também foram impostas a acordos com os EUA envolvendo a dívida nacional da Rússia e a negócios envolvendo as regiões de Luhansk e Donetsk.

A União Europeia também anunciou a sanções contra indivíduos e organizações russas, incluindo diversos bancos. O bloco europeu também limitou o acesso aos mercados de capitais do continente e proibiu o comércio com as duas regiões controladas pelos rebeldes.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou sanções contra bancos russos e bilionários russos que vivem no país. Ainda como reflexo da crise na Ucrânia, o chanceler alemão Olaf Scholz suspendeu a certificação de abertura do gasoduto Nord Stream 2 da Rússia para a Alemanha.

Outra dura sanção a atingir a Rússia foi a exclusão de bancos do país do sistema Swift, uma plataforma de troca de informações entre a rede financeira internacional. As operadoras de cartões de crédito Visa, Mastercard e American Express suspenderam seus serviços na Rússia.

6.Quando Putin invadiu a Crimeia?

O projeto de invasão da Ucrânia pela Rússia teve início há 8 anos, em fevereiro de 2014, com a anexação da península da Crimeia. Um mês depois, um controverso referendo realizado na região apontou que 97% da população local desejava a separação da Ucrânia e a anexação à Rússia. O resultado, nunca reconhecido pela Ucrânia ou pela ONU, serviu de pretexto para que Moscou mantivesse o território sob seu controle.

7.O que é Donbass?

Donbass é a bacia do Donec, um afluente do Don e um dos principais rios da região. É uma região histórica, localizada na parte oriental da Ucrânia, que compreende as cidades de Donetsk e Luhansk, as duas autoproclamadas repúblicas "dirigidas" por rebeldes separatistas pró-russos que pressionam para que a região seja entregue à Rússia.

Em 2014, Putin começou a armar grupos rebeldes ativos na região de Donbas, na fronteira da Ucrânia com a Rússia. Desde então, as áreas de Donetsk e Luhansk têm sido dominadas por rebeldes separatistas que reivindicam a independência da Ucrânia, provocando uma série de confrontos militares nos últimos anos, enquanto Kiev procura recuperar o controle da região.

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