A corrupção é um dos principais assuntos do momento na política no Brasil. Porém, o que não se pode esquecer é que corrupção não é apenas o ato de alguns políticos, ou pessoas próximas a eles, de desviarem dinheiro, seja público ou não. Corrupção é muito mais do que isso: é qualquer ato em que se tire vantagem de forma em que prejudique ao próximo. Pequenas ações do dia a dia também são atos corruptos, não apenas as grandes operações que estampam jornais.

Com inúmeros escândalos de corrupção na política brasileira e desvio de bilhões de reais, corre no Congresso Nacional proposta do Senado Federal de tornar o crime de corrupção na legislação como crime hediondo. Caso venha a ser aprovada, os criminosos perderão o direito de pagamento de fiança, por exemplo. Passando pelo Congresso de forma positiva, a corrupção será igualada como crime hediondo a homicídio, latrocínio, estupro, extorsão, entre outros atos condenáveis.

Os dois tipos mais famosos de corrupção são as ativas e passivas. A corrupção ativa nada mais é do que oferecer qualquer tipo de vontade a um agente publico em troca de algo. Já a corrupção passiva é o ato do funcionário público de "solicitar ou receber, para si ou para outros, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem", segundo o Código Penal brasileiro em seu artigo 317.

Corrupção e impeachment

Talvez o maior exemplo de corrupção no Brasil seja o governo do ex-presidente da República, Fernando Collor de Melo. Collor assumiu o país em março de 1990 e em dezembro de 1992 pediu afastamento do cargo devido à pressão que sofria pelas denunciais de corrupção no seu governo e o impeachment que já era certo que iria sofrer. O pedido de impeachment foi aprovado pela Câmara dos Deputados por 441 votos a favor e 38 contra em setembro de 92. Mesmo com o presidente já afastado, o processo continuou pelo Senado Federal e posteriormente pelo Superior Tribunal Federal, que em 1993 condenou Collor e cassou seus direitos políticos por oito anos.

O Mensalão é outro grande escândalo de corrupção na política que ganhou notoriedade na imprensa. Ele consiste na compra de voto de parlamentares no Congresso Nacional para facilitar a aprovação, ou não, de medidas. O caso aconteceu no primeiro governo do ex-presidente Lula e culminou com a prisão de diversos parlamentares e pessoas ligadas a partidos políticos.