Desde 2003, Eduardo Cunha é deputado federal pelo Rio de Janeiro, pelo PMDB. Mas se tornou mais conhecido entre os brasileiros após assumir a presidência da Câmara dos Deputados no início de 2015. Porém, sua vida política já existe há décadas. Durante o Governo Collor (1990-1992), foi presidente da Telerj. Pelo Partido Progressista Brasileiro, ficou à frente da Cehab, comandado por Anthony Garotinho.

Mas sua primeira tentativa a uma candidatura política aconteceu em 1998 - a vitória veio apenas em 2001, como suplente de deputado estadual do Rio de Janeiro. Apenas um ano depois, em 2002, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, cargo que ocupa até hoje. Eleito pelo PPB, foi reeleito em 2006 e 2010 pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro.

Governo Collor

Durante o Governo Collor, Eduardo Cardoso foi convidado para compor a equipe econômica, mas declinou. Após não aceitar o convite, Collor o nomeou para o comando da Telerj, empresa da época responsável pela área de telecomunicações do Rio de Janeiro. Entre seus feitos, estão a redução dos investimentos da empresa e projeto de privatizar a estatal, além de comissão de licitação vinculada de forma direta ao seu gabinete.

Durante o Governo Collor, Eduardo Cardoso foi convidado para compor a equipe econômica, mas declinou. Após não aceitar o convite, Collor o nomeou para o comando da Telerj, empresa da época responsável pela área de telecomunicações do Rio de Janeiro. Entre seus feitos, estão a redução dos investimentos da empresa, além de comissão de licitação vinculada de forma direta ao seu gabinete. E essa se tornou a primeira controvérsia de sua carreira política, pois o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou irregularidades na contratação de servidores, falhas em licitações e tratamento privilegiado a fornecedores.

Após a descoberta do Esquema PC, que culminou no impeachmant de Collor, Cinha foi exonerado do seu cargo, mas negou ter qualquer participação no esquema de corrupção.

Esquema PC

Alguns anos depois, em 1996, Cunha foi autuado em um dos maiores processos que investigava o Esquema PC. Ele foi acusado de ter envolvimento com o operador das contas fantasmas do esquema. Porém, nesse mesmo ano, o Tribunal Regional Federal concedeu habeas corpus e trancou a ação.

Deputado estadual e federal

Cunha também assumiu a presidência da Cehab, mas foi afastado alguns meses depois por denúncias de irregularidades nos contratos e favorecimento de empresas fantasmas. Em 2001, Garotinho o fez assumir o cargo de deputado estadual do RJ para garantir imunidade nas investigações de corrupção. Em 2003, tornou-se deputado federal, cargo que ocupa até hoje.

Posição política x pessoal

Cunha é evangélico assumido e nunca deixa de se mostrar a favor da defesa dos valores tradicionais e conta união estável homoafetiva e descriminalização da maconha e aborto. Em 2010, apresentou projeto para criminalizar o "preconceito" contra heterossexuais.

Atualmente, é líder do PMDB e responde a três processos no Supremo Tribunal Federal.