A Operação Lava Jato foi deflagrada pela Polícia Federal em março de 2014 com o intuito de investigar um esquema de corrupção que envolvia lavagem e desvio de dinheiro entre políticos brasileiro, empreiteiras e, principalmente, a principal empresa brasileira, a Petrobrás.

Depois de muita investigação, a PF ágil pela primeira vez no dia 17 de março para realizar a prisão de dezessete pessoas que já vinham sendo investigadas por corrupção. Entre esses nomes estava o doleiro Alberto Youssef, e foi a partir do depoimento dele depois de preso que o tamanho do esquema foi visto. Youssef é considerado como o liderar o esquema.

Depois de sua prisão, as pessoas com quem tinha ligação começaram a ser investigadas, sendo o Diretor de abastecimento da Petrobras, de 2004 a 2012, Paulo Roberto Costa um deles. Em uma ação da PF, foi encontrada uma planilha na casa de Costa em que mostrava repasse de empreiteiras a políticos.

Durante as investigações, a PF chegou a 27 empreiteiras com indícios de corrupção ligadas a contratos com Petrobrás.

No meio do início da investigação, o Senado Federal abril a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás (CPI) em maio. Poucos dias após essa decisão, devido a uma pressão da oposição, a CPI da Petrobrás foi transformada em CPI mista, com a participação de senadores e deputados. O senador Vital do Rego (PMDB-PB) foi eleito presidente da CPI.

Delatores

 

Os principais delatores do esquema são: o doleiro Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa,ex-diretor da Petrobras, Pedro Barusco, ex-gerente da diretoria de Serviços da Petrobras, Augusto Mendonça Neto, executivo ligado a Toyo.Setal - empresa com contratos vigentes com a Petrobras, Julio Camargo, Consultor da Toyo.Setal, Luccas Pace Junior, doleiro e Carlos Alberto Pereira da Costa, advogado que é acusado de atuar como laranja de Youssef.

Em depoimentos, Youssef liga repasse de propina no valor de R$ 800 mil ao PT por meio de João Vaccari Neto, tesoureiro do partido. No mesmo depoimento, ele afirma que José Dirceu tinha conhecimento do esquema. Renato Duque, ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras, também é investigado como um dos cabeças do esquema, sendo preso e acusado por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.